Roteiro Humorístico para TV baseado na crônica
“O Dia Seguinte” de Luís Fernando Veríssimo.
Cena 1 – ( Mostra apartamento visto de fora )
Cena 2 – (Mostra, de cima, casal dormindo nús, cobertos apenas por um lençol, cada um virado para lados opostos do quarto. Acontece um barulho vindo da rua. Os dois tremem como se tivessem sido acordados pelo barulho, porém continuam na posição original.)
Cena 3 – (Close em um olho masculino se abrindo)
Cena 4 – (Close em um olho feminino se abrindo)
Cena 5 – (Mostra, de novo, casal visto de cima)
Cena 6 – (Mostra cara dele pensando) Meu Deus, como eu consegui beber tanto? A essa hora meu fígado já deve ter pedido demissão...Eu não me lembro de nada...A última coisa que eu me recordo é de estar numa janela desejando um feliz ano novo...
Cena 7 – (Mostra ele, com roupa bem passada e alinhada, falando num tom sutil, sem estar bêbado) Um bom ano novo para todos...
Cena 8 – (Mostra ele ainda pensando) Não, pera aí, não foi bem assim...
Cena 9 – (Mostra ele, com a roupa já um pouco amassada, falando num tom mais alto, já um pouco bêbado) Um bótimo ano novo para todos !
Cena 10 – (Ele ainda pensando) Ainda não...
Cena 11 – (Mostra ele, já sem camisa, todo descabelado, totalmente bêbado, gritando) Um ano do cacete para todo mundo !!!
Cena 12 – (Ele pensando) Assim....Como eu consegui beber tanto?
Cena 13 – (Mostra ela pensando) Meu Deus, como eu consegui beber tanto? Parece que eu acabei com a produção de champanhe até 3012...Onde eu tô? Só lembro de estar numa festa...
Cena 14 – (Mostra ela, bem arrumada, numa festa, olhando o relógio) 10:15. Quase ano 2000... Vou dar só um golinho para comemorar...(mostra ela dando apenas uma bicadinha).
Cena 15 – (Mostra ela, já alegre, falando alto e dançando) 11:30 ! Quase ano 2000, galera !! Vamos beber para comemorar....mas só um golinho para não dar vexame...(e bebe direto da garrafa de champanhe)
Cena 16 – (Mostra relógio marcando meia noite e dez)
Cena 17 – (Mostra ela, já bêbada, gritando e segurando quatro garrafas de champanhe no colo) Ninguém toca ! Essas belezinhas aqui são minhas ! Eu vou comemorar o ano 2000 com as minhas amigas aqui !!
Cena 18 – (Mostra ela pensando no quarto) Ai, que vexame...Como eu pude beber tanto?
Cena 19 – (Mostra casal, visto de cima, se virando um na direção do outro)
Cena 20 – (Mostra apartamento visto de fora como cena 1 e um grito dos dois vindo de dentro)
Cena 21 – (Ele, com cara de espanto) Quem é você? Daonde você veio? O que eu tô fazendo aqui?
Cena 22 – (Ela, com cara de espanto) Eu que pergunto: Quem é você? Daonde você veio? O que eu tô fazendo aqui?....E mais ainda: O que nós estamos fazendo pelados na mesma cama?
Cena 23 – (Mostra casal visto de cima. Eles, em silêncio, vão virando lentamente para olhar para cima. O rosto dele vai se tornando-se um sorriso malicioso e o dela vai transformando-se em uma expressão de quem fez besteira, até ela cobrir o rosto com as mãos)
Cena 24 – (Ele, virando-se para ela) Mas, e como eu cheguei no seu apartamento?
Cena 25 – (Ela, ainda com a mão no rosto) Esse não é o meu apartamento.
Cena 26 – (Ele) Então nós estamos aonde?
Cena 27 – (Ela, ainda com a mão no rosto) Não tenho a mínima idéia... Ai, que vergonha.....Qual seu nome?
Cena 28 – (Ele) Renato.
Cena 29 – (Ela, tirando a mão do rosto e estendendo para cumprimentar ele) Oi, Renato, eu sou a Roberta. Você tem um copo de estricnina para suicídio instantâneo?
Cena 30 – (Ele) Calma...Não é tão ruim assim...(virando o rosto dela para ele e chegando perto) Que tal nos conhecermos ainda melhor? (com cara de conquistador)
Cena 31 – (Ela, abanando o rosto como se sentisse cheiro ruim) E que tal uma balinha de menta?
Cena 32 – (Ele, voltando para trás) Hey, bafo de champanhe amanhecida também não é perfume francês, sabia?
Cena 33 – (Ela) Tá bom, desculpa. Vamos por partes. Aonde você foi passar o reveillon?
Cena 34 – (Ele) Num clube no centro.
Cena 35 – (Ela) E eu na casa de uma amiga no subúrbio.
Cena 36 – (Ele) Que amiga?
Cena 37 – (Ela) Patrícia. De Souza. Alta. Loira. Bonita.
Cena 38 – (Ele) Nunca vi mais gorda....Eu conheço uma Patrícia. Martins. Baixa. Morena. Feia que dói....
Cena 39 – (Ela) Nunca vi mais....feia.
Cena 40 – (Ele) Moro na zona Sul.
Cena 41 – (Ela) Zona Leste.
Cena 42 – (Ele) Hey, eu trabalho na zona Leste !
Cena 43 – (Ela) E eu na zona Sul.
Cena 44 – (Aparece o relógio mudando as horas, dando a impressão de que as perguntas demoraram várias horas)
Cena 45 – (Ele) Desisto !! Não temos nada em comum !...Moradia, amigos, hobbies.....nada ! Daonde a gente se conheceu para passar a noite?
Cena 46 – (Ela) Ainda estou sem idéia alguma....Já arranjou aquele copo de estricnina? Serve veneno de rato....
Cena 47 – (Ele, se achegando para o lado dela com sorriso maroto) Mas, pensando bem, porque importa saber como chegamos aqui? O que importa é que estamos nús....E numa cama....(já põe a mão no ombro dela) Estou tendo várias idéias para nós....(faz cara pensativa)
Cena 48 – (Fantasia 1: Aparece eles transando, porém numa cena cômica, com ela em cima dele cavalgando como se estivesse em um rodeio, gritando “Iiiiiiiirá” e com chapéu de cowboy na mão)
Cena 49 – (Ele pensando, com cara de quem está gostando das idéias)
Cena 50 – (Fantasia 2: Aparece ele, como se fosse um sultão, no meio de várias versões dela, todas servindo-o, dando uvas na boca, abanando, fazendo massagem, etc. Um detalhe: no canto está um eunuco que mais tarde será o dono da casa)
Cena 51 – (Ele pensando, com cara de quem está gostando das idéias)
Cena 52 – (Fantasia 3: Eles saindo de baixo dos lençóis e ela dizendo) Puxa! Não sei como a gente se conheceu, mas você foi o melhor amante que eu já tive na minha vida toda....Serei sua para sempre, meu mestre !
Cena 53 – (Ela, indignada) Oh ! Seu tarado ! Ah, é? Eu também estou tendo uma idéia também....
Cena 54 – (Fantasia dela: Aparece ela apertando um botão imaginário de “eject” ao lado da cama)
Cena 55 – (Aparece ele saindo voando “catapultado” e gritando)
Cena 56 – (Ela) Como você tem coragem de me propor uma coisa dessas? A gente nem se conhece...
Cena 57 – (Ele) Nem se conhece? A gente dormiu junto, ficou horas falando sobre nós e o que é melhor: (faz cara maliciosa) A gente ainda tá pelado !!
Cena 58 – (Ela, irritada) Mas isso vai acabar ! Daqui este lençol que eu vou me trocar ! (puxando o lençol)
Cena 59 – (Ele, segurando o lençol) Hey ! E eu fico peladão aqui na cama? A gente nem se conhece direito....
Cena 60 – (Ela) Ah ! Agora na ameaça de ficar...Adão sem a parreira aí na cama, a gente nem se conhece, né?
Cena 61 – (Ele) Sabe como que é, né? A gente gosta de mostrar a obra quando ela está pronta e emoldurada, né? Rê,rê (dá um risinho sem graça)
Cena 62 – (Ela puxa o lençol, ao mesmo tempo que ele quase se mata para se cobrir com o travesseiro)
Cena 63 – (Ela, tirando um sarro) A sua obra é estilo minimalista, né? Ri,ri,ri....
Cena 64 – (Ele dá riso sem graça e quando ela vira, ele mostra a língua com se fosse criança)
Cena 65 – (Aparece os dois já acabando de se vestir, prontos para ir embora)
Cena 66 – (Ele) Pronto? Quer ir comer algo?
Cena 67 – (Ela) Quero....Meu estômago já está roncando...(escuta-se um ronco alto vindo da sala)
Cena 68 – (Ele, olhando para barriga dela) Uau ! Isso que eu chamo de fome...
Cena 69 – (Ela) Tem alguém na sala !
Cena 70 – (Os dois vão até a sala, onde encontram um cara gordo dormindo no sofá)
Cena 71 – (Ele, olhando para o gordo) Hey, esse cara é o meu eunuco !
Cena 72 – (Ela) Quê?
Cena 73 – (Ele) Ah, deixa para lá. Eu vou acordá-lo...
Cena 74 – (Ela) Não, é perigoso...
Cena 75 – (Ele) Mais do que,....tipo, ter passado a noite num apartamento estranho, com duas pessoas que poderiam ser..... o Jason e o Freddy Kruger e me retalhado em picadinhos?.....Vou acordá-lo !
Cena 76 – (Ele dá um cutucão no cara e esse levanta de uma vez só)
Cena 77 – (Mostra apartamento do lado de fora, como cena 1, com o som dos três gritando) Ahhhhhh!!!!
Cena 78 – (Ele) Quem é você?
Cena 79 – (Gordo acordando, todo amassado) Ah, desculpa pelo susto...Eu sou o Romão.... (pára e pensa) Não, Ramão....É, é por aí....Posso ir para minha cama? (levanta e vai indo cambaleando para o quarto)
Cena 80 – (Ele, apontando para o quarto?) Sua cama?
Cena 81 – (Gordo, nem respondendo e entrando no quarto) Que ano novo ! Esse começou do cacete !
Cena 82 – (Ela) Amigo seu?
Cena 83 – (Ele) Nunca vi mais gordo....realmente gordo !
Cena 84 – (Ela) Nem eu...Vamos?
Cena 85 – (Aparece eles saindo do apartamento, entrando no elevador e descendo para o térreo)
Cena 86 – (Ele) Até que foi interessante, né?
Cena 87 – (Ela) Também achei....
Cena 88 – (Aparece o elevador chegando no térreo, mas com os dois se beijando loucamente)
Cena 89 – (Aparece a mão dela apertando o botão para subir)
Cena 90 – (Aparece eles pondo a cabeça para dentro do quarto do gordo) Remão, meu amigo !!! Empresta o quartinho de novo?
Histórias de Poltrona
(Para melhor entendimento, o conto está dividido em: presente – a narração do personagem – e história – as cenas da história que o locutor está contando)
Cena 1 Presente – (Aparece personagem focalizado de frente, dos ombros para cima, porém sem identificar aonde o personagem está – apenas dá para perceber que ele está numa poltrona. Personagem começar a falar para a câmera, como se estivesse desabafando com um amigo) Cara, cansei de viajar de ônibus. Não agüento mais. Já passei por tantas que você nem acredita.....Ah! Você quer saber o quê eu já passei numa viagem de ônibus ? Eu te conto....
Cena 2 História– (Aparece ele sentado na poltrona esperando o ônibus partir. Voz do personagem começa a contar a história, ao passo que as cenas vão acontecendo) Estava eu esperando o ônibus partir, crente que eu tinha dado a maior sorte do mundo de ter o assento ao lado vazio....
Cena 3 Presente– (Locutor, olhando para câmera) Como a gente gosta quando o assento do lado vai vazio, né? Você é daqueles que reza 12 ave marias e 15 pai nossos para ir se esticando no banco vazio ao lado?....É, mas dessa vez não foi assim....
Cena 4 História– (Aparece gordão entrando cheio de bagagens, derrubando tudo em todo mundo) Voz do locutor: Pois é, mas naquele dia eu não dei muita sorte....Bom, entrou um sujeito, que, digamos assim, numa escala de nojeira de um a dez ele ganharia vinte e dois, entende?
Cena 5 História– (Gordão entrando na poltrona ao lado do locutor derrubando tudo nele) E aí, companheiro? Tudo certo? Apertadinho esse local, hein?
Cena 6 Presente– (Locutor) Me deu vontade de responder: Apertadinho? Porque você não comprou 18 poltronas para ficar MENOS apertado? Ou, então: Hey, fatso, porque você não alugou o Maracanã, pôs umas rodinhas nele e veio ? Ô irritação !! Enfim, o cara me incomodou. Mas o melhor estava por vir...
Cena 7 História– (Gordão) Hey, companheiro, você se incomoda se eu tirar o sapato? Meu pé está meio suado e eu não queria estragar meu sapato....
Cena 8 Presente– (Locutor) Mas estragar meu aparelho respiratório ele podia, né?
Cena 9 História– (Aparece gordão tirando o sapato)
Cena 10 História– (Mostra todos os passageiros do ônibus incomodados com o cheiro. Se abanando, resmungando, etc)
Cena 11 Presente– (Locutor com ar irônico) E o azedinho não parou não. Ele era
humanitário....queria dividir as posses com os outros.....
Cena 12 História– (Aparece gordão tentando fechar a cortina da janela e não conseguindo) Poxa, esse sol na cara está demais ! Quero tirar um cochilinho não consigo! (ele olha para a meia) Bom, quem não tem cão, caça com gato, certo? (e põe a meia nos olhos para cobrir o sol) Boa noite, companheiro ! (e inclina o banco para dormir)
Cena 13 História– (Aparece locutor com uma cara de nojo incomparável ao som bem alto do ronco do gordão)
Cena 14 Presente– (Locutor) Pois é...Olha o que eu já passei....E guia de ônibus então? Você já percebeu que coisas absurdas elas inventam só para passar o tempo?
Cena 15 História– (Aparece uma guia, mulher, bem ridícula e falando com a língua presa) Gente, vamos agora brincar de super bingo valendo essa pedra medicinal vinda de Macarroninha do Norte e que pode salvar a vida de vocês no caso de vocês pegarem uma doença super híper incurável? Ri, Ri, Ri....
Cena 16 Presente– (Locutor, pondo a mão na cara) Meu Deus....
Cena 17 História– (Guia) Que tal a gente se apresentar? Ri,Ri,Ri....Vem um por um e diz o nome, idade, do que mais gosta, se é casado, se está levando algum doce gostoso na mala, se já teve alguma doença venérea e se gosta de mulheres guias...Ri,Ri,Ri.... Você aí, do lado do gordinho azedo....Vem !
Cena 18 História– (Aparece o locutor levantando e indo para frente do ônibus, todo encabulado)
Cena 19 História– (Locutor com o microfone) Oi, meu nome é João...
Cena 20 História– (Guia, cortando ele) Ui, rima com garanhão...Ri,Ri,Ri...
Cena 21 História– (Locutor, bravo) Também rima com supetão. Bom, continuando...Meu nome é João, tenho 32 anos, sou do Rio de Janeiro e...
Cena 22 História– (Guia, cortando de novo) E quem você acha a mais bonita desse ônibus? Ri, Ri, Ri....(pondo a mão no ombro dele)
Cena 23 História– (Locutor, já puto) Bom, primeiro, aquela velhinha lá no fundo que parece uma uva passa. Depois a meia suada do meu amigo gordinho e depois você !! Satisfeita? (e sai deixando a guia com a cara de boba. Ela se recupera e fala no microfone, rindo) Antes da nossa dança de quadrilha no ônibus, mais alguém quer se apresentar?
Cena 24 Presente– (Locutor) Pois é, cada coisa, né? Ah! Lembrei de mais uma história....Essa eu chamo de “A menina dos gases”....
Cena 25 História– (Aparece mãe e menina de uns 16 anos no banco da frente do locutor. De repente, a mãe começa a cantar alto, depois de um pouco ela pára. Um minuto depois ela começa a cantar de novo. Quando pára começa a cochichar para a filha) Pára com isso ou todo mundo vai perceber !!!
Cena 26 História– (Locutor aproxima a cabeça para escutar o que ela está falando)
Cena 27 História– (Mãe, falando baixo) Tá com o intestino solto? Eu falei para não comer o pastel naquela parada do ônibus !!! Se você continuar soltando uns petardos nessa altura, o ônibus inteiro vai perceber !!!
Cena 28 História– (Filha, também falando baixo) Mas, mãe, eu não tô agüentando ! Aí vem mais um !!!
Cena 29 História– (Mãe cantando) Lá, lá, lá, lá, lá, lá....Eu tô ficando com a garganta seca de tanto cantar !! Tô parecendo caloura do Sílvio Santos aqui !!!
Cena 30 Presente– (Locutor) Ah!Ah!Ah! Vê o que eu tenho que agüentar?
Cena 31 História– (Filha) Não posso ir no banheiro do ônibus fazer o serviço?
Cena 32 História – (Mãe) Não ! O banheiro do ônibus é só para.....líquidos.
Cena 33 História– (Filha) Oooopa !!
Cena 34 História– (Mãe) Lá, lá, lá, lá, lá, lá.........Tá bom, vai, mas não olha na minha cara nunca mais !!! Te deserdei !!! Que vergonha !!! Vai de fininho e dá um jeito de ninguém perceber, hein? Seja discreta !!!
Cena 35 História– (Filha) Pode deixar !! (e sai para o banheiro)
Cena 36 Presente– (Locutor) E você já pode imaginar o que aconteceu, né?
Cena 37 História– (Close no pé do motorista do ônibus freiando com tudo)
Cena 38 História– (Guia comunicando os passageiros, tentando sorrir mas com nojo, ao mesmo tempo que funcionários de um posto entram com muitos baldes de água para desentupir o banheiro) Eu não gostaria de ser grosseira, mas vou avisar de novo que o banheiro do ônibus é apenas para líquidos....O tradicional número um....Ri,ri,ri.....
Cena 39 História– (Mostra flashes rápidos dos passageiros, inclusive o locutor, todos olhando feio para a menina e resmungando)
Cena 40 História– (Mostra menina se matando de rir e a câmera vai até o rosto da mãe, que está cantando alto com o rosto atrás da cortina de vergonha) Lá, lá, lá, lá, lá, lá....
Cena 41 Presente– (Locutor se divertindo) Ah!Ah!Ah!Ah! Vê o que eu passo nas viagens de ônibus? É por isso que eu parei com ônibus (nessa hora a câmera, que até agora não identificava aonde o locutor estava, começa a abrir o foco, mostrando que o locutor está na verdade em um ônibus, esperando para ele partir)
Cena 42 Presente– (Locutor, com ar irônico) Bom, essa é a última, prometo....
Cena 43 Presente– (Câmera, ainda abrindo o foco. O gordão entra no ônibus e o locutor fala como se já fossem grandes amigos) E aí, azedinho? Senta aqui....